_ Contorne os obstáculos da vida com a força do amor!

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Por que os amores se perdem

O mais difícil de entender quando os amores acabam, são os porquês. Porque duas pessoas que se encontraram e se encantaram, viveram um amor que parecia indestrutível, se separam?
Por quê o amor geralmente acaba de um lado só e é o outro que fica chorando e querendo entender as razões? Costumo comparar casais a chave e fechadura. Nem toda chave abre todas as portas e é necessário encontrar aquela exata que vai se encaixar perfeitamente e tudo será possível.
Amores deveriam ser eternos, mas nem sempre são.
Mas a gente acredita que cada vez que alguém toca nosso coração e entra, que é definitivo. Um casal que se apaixona de início, sem que um tenha tido o tempo de desnudar o outro nas suas verdades, acredita nessa chama e até briga por ela muitas vezes.
E cria-se sonhos, planeja-se o futuro… Enquanto isso os dias vão passando, toma-se menos cuidado em manter a magia e a parte dos dois que é mais sonhadora começa a sentir-se incomodada. Dá medo. Medo de ter que olhar bem nos olhos da realidade e dizer: acabou!
Medo de ter que se confessar a si próprio que ainda não foi aquela vez! Medo da solidão, de ter que recomeçar… Não são as decepções que matam o amor. Se assim fosse, não existiriam perdões e reconciliações. O que mata o amor é simplesmente a tomada de consciência de que o outro não é o ser sonhado. É como acordar depois de um longo sono e lindos sonhos. O outro está ali, é a mesma pessoa, mas aquela neblina que dava a impressão de irrealidade já não mais existe. E isso não acontece da noite para o dia, como se costuma pensar.
É algo que vem com os dias, os hábitos, as monotonias. Um percebe, o outro não. Um começa a se sentir angustiado e o outro continua acreditando ou finge que acredita. E quando a gota que faz transbordar o vaso chega é o mundo todo que desmorona. Porém, tudo não fica definitivamente perdido. Sobra de um lado a dor, e os porquês, um resto de amor que teima em ficar no fundo como o vinho envelhecido na garrafa e do outro o coração dividido por não poder reparar erros cometidos e a vontade de continuar em busca de outros horizontes. Sobra para os dois a ternura e a lembrança dos momentos passados juntos.
Por que corta-se relacionamentos, mas não se apaga momentos, mesmo que a gente queira. Vivido é vivido, feliz ou infelizmente. Inútil é querer resgatar um amor que resolveu partir pra outras direções. Quanto mais apega-se, mais ele se afasta. E quanto mais se afasta, mais dói no outro a incompreensão. É uma roda da qual é difícil de sair. E é uma pena, pois os corações não merecem isso.
Quando a questão é amor, não existe justo ou injusto. Existe o que ama, e o que não ama mais. Precisamos aceitar que o outro não tenha os mesmos sentimentos, mesmo se isso nos faz mal, por que se o amor não for livre para se instalar onde realmente deseja, ele perde toda a razão de ser.

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Nada passa


Uma das músicas mais bonitas da MPB é aquela composta pelo Nelson Motta e cantada pelo Lulu Santos, que diz que na vida tudo passa, tudo sempre passará, como uma onda no mar. Linda... Mas é mentira.
A garota está sofrendo o diabo porque brigou com o namorado e a mãe consola com a frase de sempre: vai passar. O garoto levou uma bomba no vestibular e o melhor amigo diz: na próxima vez você passa. Analisando superficialmente, é verdade, a dor, um dia, cessa. Mas não se iluda: ela não bateu as botas, está apenas cochilando. Tudo passa? Nada passa!
E é isso que ninguém tem coragem de nos dizer. A dor da perda, a dor de fracassar, a dor de não corresponder a uma expectativa, a dor de uma saudade, a dor de não saber como agir, de estar perdida, instável, de ter dúvidas na hora de fazer uma escolha, todas estas dores, que parecem pequenas para quem está de fora, nos acompanharão até o fim de nossos dias. Elas não passam. Elas ficam. Elas aninham-se dentro da gente, o que não deve servir de motivo para pularmos de uma ponte. Mario Quintana escreveu que nós somos o que temos e o que sofremo. Sem dor, sem vida interior.
Não passam as dores, como também não passam as alegrias. Ou você já esqueceu do dia em que passou no vestibular? Ou do dia que deu aquele abraço nele quando estava morrendo de saudades? Ou aquela viagem que fez quando demorou anos para juntar seu dinheiro? Ou até mesmo daqueles cinquenta reais que encontrou dentro da carteira velha? Quando você lembra, um sorriso lhe corre a face, não é!? Tudo o que nos faz feliz ou infeliz serve para montar o quebra-cabeça da nossa vida, um quebra cabeça de mil peças. Aquela noite que você não conseguiu parar de chorar, aquele dia que você ficou caminhando sem saber para onde ir, aquele beijo cinematográfico que você recebeu, aquela visita surpresa que ela lhe fez, o parto de seu filho, a bronca de seu pai, a demissão injusta, o acidente que lhe deixou cicatrizes, tudo isso vai, aos pouquinhos, formando o que você é. Não há nenhuma peça que não se encaixe no seu eu de hoje. Todas são aproveitáveis. Como são muitas, você pode esquecer de algumas, e a isso chamamos de "passou". Não passou! Está lá dentro, meio perdida, mas quando você menos esperar, ela será necessária para você completar o jogo e se enxergar por inteiro.

sábado, 1 de maio de 2010

O valor da amizade


Já parou para pensar sobre o valor da amizade?
Às vezes nos encontramos preocupados, ansiosos, em volta há situações complicadas, nos sentindo meio que perdidos, mas somente o fato de conversarmos com um amigo, desabafando o que nos está no íntimo, já nos sentimos melhor, mesmo que as coisas permaneçam inalteradas.
Quantas vezes são os amigos que nos fazem sorrir quando tínhamos vontade de chorar, mas a sua simples presença traz de volta o sol a brilhar em nossa vida.
A simplicidade das brincadeiras pueris, da conversa informal, momentos de descontração que muitas vezes pode ser numa conversa rápida ao telefone, no vai e vem do dia ou da noite, no ambiente de trabalho ou de escola, enfim, em qualquer lugar a qualquer hora.
Entretanto, não existe só alegria, amor, felicidade nesta relação que como em qualquer outro relacionamento, passa por crises passageiras, por momentos intempestivos, abalos ocasionais.
Ainda que tenhamos muito carinho pelo amigo em questão, às vezes por insegurança, por ciúme, por estarmos emocionalmente alterados ou nos sentindo pressionados, acabamos sendo injustos com ele e isso pode ser recíproco.
Podemos comparar esse elo de amizade ao tempo que passa por alterações climáticas constantemente, mas é dessa forma que aprendemos a nos conhecer, compartilhar momentos, que se desenvolve uma amizade.
Diante do amigo somos nós mesmos, deixamos vir à tona nossos pensamentos a respeito das coisas, da vida, nos mostramos como verdadeiramente somos.
Há amigos que nos ensinam muito, nos fazem enxergar situações que às vezes não percebemos o seu real sentido, compartilham a sua experiência conosco, nos falam usando da verdade que buscamos encontrar.
São eles também que nos chamam a razão, chamando a nossa atenção quando agimos de modo contraditório, que nos dizem coisas que não queremos ouvir, aceitar, compreender.
Ao longo de nossa vida muitos amigos passam por ela e nos deixam saudade, mas também deixam a recordação de tudo que foi vivido.
É na amizade verdadeira que encontramos sinceridade, lealdade, afinidade, cumplicidade, simplicidade, fraternidade.
Amigos são irmãos que a vida nos deu para caminhar conosco ao longo da nossa jornada espiritual, extrapolando os limites do tempo, continuando quando e onde Deus assim o permitir.

sexta-feira, 30 de abril de 2010

Fé

"Diário: 146 (69) - É pela oração que a alma se arma para toda espécie de combate. Em qualquer estado que se encontre, a alma deve rezar. - Tem que rezar a alma pura e bela, porque de outra forma perderia a sua beleza; deve rezar a alma que está buscando essa pureza, porque de outra forma não a atingiria; deve rezar a alma recém-convertida, porque de outra forma cairia novamente; deve rezar a alma pecadora, atolada em pecados, para que possa levantar-se. E não existe uma só alma que não tenha a obrigação de rezar, porque toda graça provém da oração."


(Aos olhos da minha fé)

Depois dessa semana agitada, vi que a fé abre muitos caminhos. Deus está acima de tudo. Nada é impossível para Ele. E hoje, vejo que Ele está sempre conosco, está sempre olhando por nós, para o melhor pra gente.
E só tenho a agradecer pela fé que me toma todos os dias, pela união das minhas famílias (tanto as de sangue como as de coração), pelas curas e pelas esperanças que nunca são apagadas de meu coração. Agradeço pelo Anjo da Guarda que colocou em meu caminho e sempre me acompanha.
Cuide dele pra mim!

terça-feira, 20 de abril de 2010

Vai aonde te leva o coração


“Quando te sentires perdida, confusa, pensa nas árvores, lembra-te da forma como crescem. Lembra-te de que uma árvore com muita ramagem e poucas raízes é derrubada à primeira rajada de vento, e de que a linfa custa a correr numa árvore com muitas raízes e pouca ramagem. As raízes e os ramos devem crescer de igual modo, deves estar nas coisas e sobre as coisas, só assim poderás dar sombra e abrigo, só assim, na estação apropriada, poderás cobrir-te de flores e de frutos. E quando à tua frente se abrirem muitas estradas e não souberes a que hás-de escolher, não metas por uma ao acaso, senta-te e espera. Respira com a mesma profundidade confiante com que respiraste no dia em que vieste ao mundo, e sem deixares que nada te distraía, espera a volta a esperar. Fica quieta, em silêncio, e ouve o teu coração. Quando ele te falar, levanta-te, e vai para onde ele te levar”


Deixa-te levar pelo coração e rende-te ao que de melhor há na vida. Vai em buscar do que te faz feliz. Vai ao encontro do amor, pois é ele o melhor sentimento do mundo. E descobre a força que há em ti.


"A principal qualidade do amor é a força"

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Amanhã, apaixone-se

Porque o dia seguinte é o dia mais importante da sua vida.
É no dia seguinte que sabemos se o dia de ontem
valeu a pena.
É no dia seguinte que acordamos para a realidade ou dormimos no sonho.
A vida da gente começa no dia seguinte e só existe uma maneira de viver:
APAIXONADO.
Por isto dance, dance como se ninguém estivesse vendo você.
Trabalhe como se não precisasse de dinheiro
Corra como se não houvesse a chegada
Ame como se nunca tivesse sido magoado antes
Acredite como se não houvesse frustração
Grite como se ninguém estivesse ouvindo
Beije como se fosse eterno
Sorria como se não existissem lágrimas
Abrace como se fossem todos amigos
Durma como se não houvesse amanhã
Crie como se não existisse crítica
Vá como se não precisasse voltar
Acorde como se você nunca mais fosse dormir de novo
Faça a próxima viagem como se fosse a última
Vista-se como se não conhecesse espelhos
Proponha como se não existissem as recusas
Brinque como se não tivesse crescido
Levante como se não tivesse caído
Case como se não houvesse outra
Mergulhe como se não houvesse medo
Ouça como se não existisse o certo ou errado
Fale como se não existisse o certo ou errado
Aprecie como se fosse eterno
Viva como se não houvesse fim
.
Prefira ser invés de ter
Sentir invés de fingir
Andar invés de parar
Ver invés de esconder
Abrir invés de fechar.
Apaixonar-se é um exercício de jardinagem: arranque o que faz mal, prepare o terreno, semeie, seja paciente, espere, regue e cuide.
Terá um jardim.
Mas esteja preparado porque haverá pragas, secas ou excesso de chuvas.
Se desistir, não terá um jardim.
Terá um descampado.
A paixão não se vê, não se guarda, não se prende, não se controla, não se compra, não se vende, não se fabrica.
A paixão é a diferença entre o sucesso e o fracasso.
Entre a dúvida e a certeza.
Entre aqueles que gostam do que fazem e aqueles que fazem o que gostam.
Apaixonados não esperam, agem.
A paixão é o que faz coisas iguais serem diferentes.
Lembre-se que a arca de noé foi construída por apaixonados que nada conheciam de navegação e de embarcação.
E o Titanic foi feito por engenheiros profissionais, fabulosos, que queriam mostrar seu poder.
Amanhã, quando acordar, pense se hoje valeu a pena e APAIXONE-SE.
Porque em 24 horas você vai entrar no dia mais importante da sua vida: o dia seguinte.

Ser forte

Ser forte é amar alguém em silêncio
É irradiar felicidade quando se é infeliz
É tentar perdoar alguém que não merece ser perdoado
É esperar quando se acredita no retorno
É se manter calmo no momento de desespero
É demosntrar alegria quando não se sente
É sorrir quando se deseja chorar
Ser forte é fazer alguém feliz quando se tem o coração em pedaços
Ser forte é calar quando o ideal seria gritar a todos a angustia que está em seu peito
É consolar quando se precisa de consolo
Ser forte é acreditar naquilo que ninguém mais acredita, nem mesmo você
Por isso, mesmo diante da dura realidade e por mais difícil que a vida possa parecer: ame-a e seja forte!

Ainda existem pessoas boas nesse mundo.
E acredite: elas vão cruzar o seu caminho. E assim, você terá a certeza de que ANJOS existem!

segunda-feira, 12 de abril de 2010

♥

A cena repete a cena se inverte
enchendo a minha alma daquilo que outrora eu deixei de acreditar
tua palavra, tua história
tua verdade fazendo escola
tua ausência fazendo silêncio em todo lugar"

[ O Anjo mais Velho - O Teatro Mágico ]

domingo, 11 de abril de 2010

Tão simples ; )

.


Um telefonema assim, de surpresa, numa tarde de sábado, pode matar um do coração.
E eu quase morri..


.. morri de felicidade!

=)


.

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Detalhes


Já parou pra pensar que a felicidade não está na totalidade das coisas… Particularmente, os detalhes são essenciais para consolidar a felicidade em muitos momentos da sua vida! Então, por que esperar que alguma coisa grandiosa aconteça para ser feliz?
Não seria maravilhoso se as pessoas pudessem se sentir completamente felizes em fazer o bem para o próximo?
E se soubéssemos entender que não existem pessoas melhores do que outras, pois todos possuem algumas habilidades específicas em que se destacam de alguma forma?
Ou ainda, se compreendessemos que escolher a minha, a sua ou a idéia do outro não é uma questão de ego e sim de inteligência em avaliar a melhor solução para determinada situação?
Momentos como fazer uma refeição em família, reunir bons amigos para jogar conversa fora, até mesmo, simplesmente tomar banho, se vestir, fazer uma atividade física, correr, andar, nadar…podem sim ser verdadeiros momentos de felicidade!
Para que esperar para ser feliz?
A vida é agora! Encontre sua felicidade em todos os momentos.

Certa vez, ouvi dizer que Deus está nos detalhes…se for assim, pode ter certeza que a felicidade também está!

Felicidades para você.

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Juntando as sílabas

Eu não sabia que sentia tanta saudade.
É uma sensação tão gostosa quando essa saudade desaparece, nem que seja por um curto período.
Pude perceber a importância que minha família tem pra mim na Páscoa. Acho até que Cristo deu uma ajudinha básica.
Família tem que permanecer unida, por mais que estejam longe..
Cada abraço que senti, cada conversa, riso e carinho foi de um valor inefável. A vontade que bate no meu peito agora é de poder juntar todos outra vez. Queria ser poderosa e juntar todas as sílabas num abraço sem tamanho..
Pri, Vi, Dé, Fer, My, Ju, Eli, Jane, Zete, Fabio, Lo, Bete, Lana, os tios e a pagé da família.
Em um final de semana (sem palavras para descrever) vi que a coisa mais valiosa que tenho na vida é o amor e carinho dessas pessoas. São mais que tios e primos.. São irmãos e pais distantes, que fazem uma falta tremenda.. Mas nunca são esquecidos.
É inexplicável o que se passa no meu peito. Uma felicidade sem tamanho, uma importância que não fazia idéia que era tão grande.
Quero freiar minha vida só pra poder passar mais tempo com pessoas que fazem parte da minha biografia.
Cada momentinho, cada risada, as conversas até as seis da manhã, cada lembrança sendo relembrada, os abraços dados com o choro na garganta, até mesmo aquele carinho com o dedo, vai ficar guardado para sempre, e sempre lembrado.
Prometo, pra minha própria felicidade, visitar cada pedra preciosa que existe na minha família, percorro o mundo para poder dar um simples abraço, pois agora eu sei o valor que vocês tem pra mim.
Não foi tarde, foi na hora certa que vi o que vocês significam na minha vida.
Usaremos os braços longos e os lábios para os abraços e beijos fraternos que nos unem a todos na delicada e fascinante condição humana. Aprenderemos, enfim, que juntos somos fortes.
EU AMO VOCÊS!

domingo, 28 de março de 2010

Geração "Friends"

Toda geração tem as suas particularidades.

A minha geração é um grande limbo. Nossos pais não sabiam ainda se nos proibiam de sair à noite na adolescência por causa do sexo ou por causa das drogas. Mas proibiam. Nossos professores não sabiam se podia jogar apagador nos alunos ou se tinham que dialogar. Mas ainda eram figuras de autoridade. Fomos preparados para trabalhar CLT, bonitinho, e aposentar na mesma empresa após 40 anos de serviços prestados. E a realidade mudou no meio do caminho. Conhecemos as maravilhas dos jogos eletrônicos quando éramos crianças (Lembra do Atari? E dos comandos de DOS para acessar os jogos no XT?), aprendemos a magia e os perigos da internet quando éramos adolescentes. Quem se lembra de ficar esperando dar meia-noite para poder pagar um pulso só para ficar a madrugada toda "teclando" no mIRC? E quem programou o próprio script para personalizar o seu mIRC? E quando apareceu "www" e tudo ficou moleza?

Vimos transformações no mundo e muitos de nós não estávamos preparados para isso. Quem se adaptou, está bem. Quem ficou preso entre modelos ultrapassados e modelos que ainda não se haviam estabelecido, continua perdido.

Dos perdidos, chamo de geração "Friends". Sim, do seriado de televisão. Somos eternos adolescentes, fingindo que somos adultos, mas sem conseguir, porque nosso modelo está deslocado. Somos pessoas que estão se adaptando a um novo modelo, seja ele qual for, mas ainda não temos segurança para assumi-lo de vez. E também somos pessoas que não possuem independência financeira para se bancar sozinho. Nem economicamente, nem emocionalmente. Somos a geração depois do self-made man. Muitos de nós moram com os pais e lá pretendem ficar até que sejam obrigados a mudar de status. Alguns se casam porque parece ser a única alternativa para sair da casa dos pais. E aqueles que não querem nem um nem outro, vão morar com amigos. Daí minha analogia com o seriado.

;D

terça-feira, 23 de março de 2010

Sutil diferença de amor e paixão

Não confundir o amor com a paixão dos primeiros momentos, que pode desaparecer. O verdadeiro carinho cresce na medida em que os dois estão mais unidos, porque partilham mais.
Mas, para partilhar, é preciso dar.
Dar é a chave do amor. Amor significa sempre entrega, dar-se ao outro.
Só pelo sacrifício se conserva o amor mútuo, porque é preciso aprender a passar por alto os defeitos, a perdoar uma e outra vez, a não devolver mal por mal, a não dar importância a uma frase desagradável.
Por isso o amor também significa exceder-se, fazer mais do que é devido.
E a paixão.. Dizem que a paixão dá e passa. Na verdade, ela só passa quando matado o desejo de estar, pelo menos por um momento, com a pessoa que está apaixonada.

terça-feira, 16 de março de 2010

Dança é vida!

A vida é como a dança
Nessas andanças e mudanças, a gente dança, a gente vive, a gente sonha, a gente improvisa e a gente cresce
Qualquer lugar vira palco.
E a hora do show é, sem mais nem menos, o agora
O improviso é contínuo
Há giros, há saltos, há técnica, há emoção!
Ao mesmo tempo também há tropeços, há desequilíbrios, há esquecimentos e algumas vezes, decepção...
Para quem danço?
Nem eu sei...
Mas eu continuo a dançar, pois de uma coisa eu tenho certeza:
Ela alegra a minha alma
Às vezes as pessoas me aplaudem, outras vezes, não
A vida me dita o ritmo, que oscila
Ela vai, volta, brinca comigo, me engana...
Mas eu sigo o compasso...
Eu o busco sempre
Enquanto houver vida, há música....
E há dança!
Por ora danço rápido
Por ora danço devagar
Por ora danço sozinha
Por ora posso dançar na companhia de alguém
A sintonia em dançar a dois é perfeita
Nos entendendo, nós dançamos juntos
Se não nos entendemos, nós erramos juntos
A dança é facilmente compartilhada a dois!
A sintonia em dançar a dois, é perfeita, assim como o amor
A dança é como uma linguagem universal...
Um instinto natural
Mas claro! Na verdade, já nasceu dentro de nós
Todos somos bailarinos da vida
Mas saiba que meus passos são únicos
Ninguém dança como eu
Meus movimentos são só meus, assim como os seus...
Eles têm o jeito e a forma de quem os cria e tem o sentimento de quem os comanda, em cada momento distinto
Por isso eu vivo, quer dizer, eu danço, sempre, com o coração repleto de muito amor!

quinta-feira, 11 de março de 2010

O contrário do Amor

O contrário de bonito é feio, de rico é pobre, de preto é branco, isso se aprende antes de entrar na escola. Se você fizer uma enquete entre as crianças, ouvirá também que o contrário do amor é o ódio. Elas estão erradas. Faça uma enquete entre adultos e descubra a resposta certa: o contrário do amor não é o ódio, é a indiferença.

O que seria preferível, que a pessoa que você ama passasse a lhe odiar, ou que lhe fosse totalmente indiferente? Que perdesse o sono imaginando maneiras de fazer você se dar mal ou que dormisse feito um anjo a noite inteira, esquecido por completo da sua existência? O ódio é também uma maneira de se estar com alguém. Já a indiferença não aceita declarações ou reclamações: seu nome não consta mais do cadastro.

Para odiar alguém, precisamos reconhecer que esse alguém existe e que nos provoca sensações, por piores que sejam. Para odiar alguém, precisamos de um coração, ainda que frio, e raciocínio, ainda que doente. Para odiar alguém gastamos energia, neurônios e tempo. Odiar nos dá fios brancos no cabelo, rugas pela face e angústia no peito. Para odiar, necessitamos do objeto do ódio, necessitamos dele nem que seja para dedicar-lhe nosso rancor, nossa ira, nossa pouca sabedoria para entendê-lo e pouco humor para aturá-lo. O ódio, se tivesse uma cor, seria vermelho, tal qual a cor do amor.

Já para sermos indiferentes a alguém, precisamos do quê? De coisa alguma. A pessoa em questão pode saltar de bung-jump, assistir aula de fraque, ganhar um Oscar ou uma prisão perpétua, estamos nem aí. Não julgamos seus atos, não observamos seus modos, não testemunhamos sua existência. Ela não nos exige olhos, boca, coração, cérebro: nosso corpo ignora sua presença, e muito menos se dá conta de sua ausência. Não temos o número do telefone das pessoas para quem não ligamos. A indiferença, se tivesse uma cor, seria cor da água, cor do ar, cor de nada.

Uma criança nunca experimentou essa sensação: ou ela é muito amada, ou criticada pelo que apronta. Uma criança está sempre em uma das pontas da gangorra, adoração ou queixas, mas nunca é ignorada. Só bem mais tarde, quando necessitar de uma atenção que não seja materna ou paterna, é que descobrirá que o amor e o ódio habitam o mesmo universo, enquanto que a indiferença é um exílio no deserto.

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

Sobre humilhação

Durante uma vida a gente é capaz de sentir de tudo, são inúmeras as sensações que nos invadem, e delas a arte igualmente já se serviu com fartura. Paixão, saudades, culpa, dor-de-cotovelo, remorso, excitação, otimismo, desejo – sabemos reconhecer cada uma destas alegrias e tristezas, não há muita novidade, já vivenciamos um pouco de cada coisa, e o que não foi vivenciado foi ao menos testemunhado através de filmes, novelas, letras de música.

Há um sentimento, no entanto, que não aparece muito, não protagoniza cenas de cinema nem vira versos com freqüência, e quando a gente sente na própria pele, é como se fosse uma visita incômoda. De humilhação que falo.

Há muitas maneiras de uma pessoa se sentir humilhada. A mais comum é aquela em que alguém nos menospreza diretamente, nos reduz, nos coloca no nosso devido lugar - que lugar é este que não permite movimento, travessia?. Geralmente são opressões hierárquicas: patrão-empregado, professor-aluno, adulto-criança. Respeitamos a hierarquia, mas não engolimos a soberba alheia, e este tipo de humilhação só não causa maior estrago porque sabemos que ele é fruto da arrogância, e os arrogantes nada mais são do que pessoas com complexo de inferioridade. Humilham para não se sentirem humilhados.

Mas e quando a humilhação não é fruto da hierarquia, mas de algo muito maior e mais massacrante: o desconhecimento sobre nós mesmos? Tentamos superar uma dor antiga e não conseguimos. Procuramos ficar amigos de quem já amamos e caímos em velhas ciladas armadas pelo coração. Oferecemos nosso corpo e nosso carinho para quem já não precisa nem de um nem de outro. Motivos nobres, mas os resultados são vexatórios.

Nesses casos, não houve maldade, ninguém pretendeu nos desdenhar. Estivemos apenas enfrentando o desconhecido: nós mesmos, nossas fraquezas, nossas emoções mais escondidas, aquelas que julgávamos superadas, para sempre adormecidas, mas que de vez em quando acordam para, impiedosas, nos colocar em nosso devido lugar.

sábado, 28 de novembro de 2009

Pra rir e pra chorar

Você acabou com a paciência dos amigos agora ataca ouvidos estranhos
Por que precisa repetir essa história o tempo todo pra tentar fazer sentido
Se às vezes você morre de rir, no segundo seguinte pensa em suicídio
Sentimentos vivem se contradizendo
Perda e conquista, dor e alívio

Sorrindo com uma lágrima nos olhos em permanente estado de desequilíbrio
Liberdade e solidão te convidam pra dançar

Você vive com a impressão que isso nunca vai passar

Você joga as cartas dela no lixo num último gesto de libertação
E vai buscar quase morto de culpa e põe de volta na gaveta no mesmo lugar
Vivendo em animação suspensa sem nenhum poder de concentração
Você manda os compromissos pro espaço e vai andando em linha reta até chegar no mar

Chorando com um sorriso nos lábios em permanente estado de desequilíbrio

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Ser bailarina ou ser, eis a questão

Nos últimos dias (ou semanas ou meses) comecei a notar que eu simplesmente... cansei de ballet. Mas... e aí? Não que eu não ame, eu amo, mas eu cansei. Não vejo mais tanta graça em fazer coque, nem tanta beleza em meia calça, nem poesia na dor. Não acho mais as dificuldades estimulantes, e se tem uma coisa faltando é estímulo. O problema é largar tudo, é nunca mais calçar uma sapatilha de ponta e amarrar a fita de cetim, nunca mais vestir uma meia calça e se sentir meio boneca, nunca mais andar na rua de coque e ser olhada meio torto, nunca mais adorar encontrar coisas de ballet pra vender, nunca mais ir experimentar a roupa, nunca mais vestir um tutu maravilhoso e se sentir princesa, nunca mais dizer "Eu sou bailarina". Como largar aquilo pelo que eu mais sou conhecida? Não ser mais a bailarina da turma, nem a bailarina da família, nem a bailarina de si mesma. E o que fazer com o meu quarto lotado de coisas de ballet? O problema de largar o ballet não é largar o ballet. É largar o ser bailarina. Porque, infelizmente, não dá pra ser bailarina sem estar todos os dias se matando nas aulas, se acabando em ensaios intermináveis, estragando o cabelo em coques, passando por mil crises e estando sempre com dor. Infelizmente não dá pra simplesmente calçar a sapatilha de ponta, usar um tutu bandeja quando tiver vontade, e dizer que é bailarina quando bem entender. Infelizmente eu não nasci pra ballet. Mas tenho certeza que nasci pra querer ser bailarina. E disso, não sei se felizmente ou infelizmente, eu não consigo cansar.

domingo, 25 de outubro de 2009

A bailarina do mar

Era uma vez uma menina que vivia no mar e que morava numa gruta feita de corais de mil cores. Tinha um jardim com areia fina, branca e com umas plantas azuis, amarelas e roxas.
Ela foi convidada para ir dançar num grande festival de dança. O polvo, o caranguejo, o peixe e o menino que se chamava Tomás estavam lá todos para a ver dançar.
- Ela desta vez está a dançar tão bem, que só apetece ficar a vê-la para sempre - comentou o Tomás.
Mas o festival já ia acabar por isso decidiram todos entregar um prémio à melhor bailarina. Então o Rei dos Mares chamou:
- Menina do Mar, tu és a nova bailarina do mar, este é o teu prêmio.
E desde então todas as noites ela dava sempre um passeio pelo mar e nesse passeio não havia ninguém que não lhe pedisse para dançar. Até que um dia ela decidiu dar uma enorme festa, convidou todos os animais do mar.
Ao fim da festa foram todos para casa muito felizes. Então a Menina do Mar passou a ensinar os peixinhos a dançar.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Dança comigo?

Dança comigo, segura minha mão
Estremeço
Me deixo conduzir por você e pela música
Precisão de movimentos numa linguagem poética
Dança comigo, expressando emoções que invadem o corpo, desnudam a alma
Me puxa assim, e envolve meu corpo, gesto que seduz
Faz com que nossos corpos se aproximem
Seu olhar seduzindo-me nos acordes dos seus carinhos
Suavemente coloca minha cabeça em seu peito
Me aperta em teu coração, respiro teu perfume exalando sensualidade e hipnotizando –me
Delicia sentir sua mão espalmada em minhas costas nuas
Perco a noção, me entorpece quando desenha a linha da coluna.
Dança comigo
Me sinta
Deixa a música da minha ternura, ser a sinfonia da sua alma
Não quero abrir os olhos, deixe que este momento seja eterno
A boca procura meu pescoço, a voz rouca ao ouvido, enlouqueço
Vem dançar
Fecho os olhos enquanto me beija em silêncio
Te desejo
E continuo dançando, seduzida pelas carícias, e suspiros
Não apresse esta hora mágica
Vem, dança comigo
Até à eternidade do nosso sonhar
Até a música acabar
Ou até aonde o amor for capaz de nos levar
Dança comigo