_ Contorne os obstáculos da vida com a força do amor!

sábado, 28 de novembro de 2009

Pra rir e pra chorar

Você acabou com a paciência dos amigos agora ataca ouvidos estranhos
Por que precisa repetir essa história o tempo todo pra tentar fazer sentido
Se às vezes você morre de rir, no segundo seguinte pensa em suicídio
Sentimentos vivem se contradizendo
Perda e conquista, dor e alívio

Sorrindo com uma lágrima nos olhos em permanente estado de desequilíbrio
Liberdade e solidão te convidam pra dançar

Você vive com a impressão que isso nunca vai passar

Você joga as cartas dela no lixo num último gesto de libertação
E vai buscar quase morto de culpa e põe de volta na gaveta no mesmo lugar
Vivendo em animação suspensa sem nenhum poder de concentração
Você manda os compromissos pro espaço e vai andando em linha reta até chegar no mar

Chorando com um sorriso nos lábios em permanente estado de desequilíbrio

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Ser bailarina ou ser, eis a questão

Nos últimos dias (ou semanas ou meses) comecei a notar que eu simplesmente... cansei de ballet. Mas... e aí? Não que eu não ame, eu amo, mas eu cansei. Não vejo mais tanta graça em fazer coque, nem tanta beleza em meia calça, nem poesia na dor. Não acho mais as dificuldades estimulantes, e se tem uma coisa faltando é estímulo. O problema é largar tudo, é nunca mais calçar uma sapatilha de ponta e amarrar a fita de cetim, nunca mais vestir uma meia calça e se sentir meio boneca, nunca mais andar na rua de coque e ser olhada meio torto, nunca mais adorar encontrar coisas de ballet pra vender, nunca mais ir experimentar a roupa, nunca mais vestir um tutu maravilhoso e se sentir princesa, nunca mais dizer "Eu sou bailarina". Como largar aquilo pelo que eu mais sou conhecida? Não ser mais a bailarina da turma, nem a bailarina da família, nem a bailarina de si mesma. E o que fazer com o meu quarto lotado de coisas de ballet? O problema de largar o ballet não é largar o ballet. É largar o ser bailarina. Porque, infelizmente, não dá pra ser bailarina sem estar todos os dias se matando nas aulas, se acabando em ensaios intermináveis, estragando o cabelo em coques, passando por mil crises e estando sempre com dor. Infelizmente não dá pra simplesmente calçar a sapatilha de ponta, usar um tutu bandeja quando tiver vontade, e dizer que é bailarina quando bem entender. Infelizmente eu não nasci pra ballet. Mas tenho certeza que nasci pra querer ser bailarina. E disso, não sei se felizmente ou infelizmente, eu não consigo cansar.